“O Comité Central, reunido, é sempre um momento alto e de grande expectativa para milhares de membros da Frelimo e para o Povo Moçambicano”.


Espera-se que a Frelimo honre este compromisso reiterado pelo seu Presidente, Filipe Nyusi, na abertura da terceira sessão ordinária do partido.
Corresponder às expectativas, implica que a Frelimo, como partido que governa o país, deve criar as condições necessárias, para que os moçambicanos concretizem as suas mais nobres aspirações, logo num ano em que termina mais um ciclo de governação, com as Eleições Gerais de 15 de Outubro.


Como partido dirigente, a Frelimo tem a obrigação de corresponder às expectativas dos moçambicanos, criando condições para que as eleições de 15 de Outubro se traduzam, de facto, num momento que marca o ponto mais alto e nobre da vida democrática e política de Moçambique, o que determina um clima para um sufrágio justo, livre e transparente.


Os moçambicanos anseiam voltar ao crescimento económico médio que chegou aos sete por cento/ano e com uma inflação baixa, antes do presente ciclo governativo que termina, condição para viabilizar o antigo sonho de prosperidade, que teima em não chegar. Este indicador foi decrescendo nos anos que se seguiram, até aos dias de hoje.


Os factores para se atingir este objectivo continuam entre nós, pois neste capítulo a natureza sempre nos quis por bem. Temos terra, água, recursos humanos, recursos energéticos em quantidade e qualidade muito além do que se pode encontrar hoje, em sociedades bastante avançadas, incluindo na região, onde ter uma diminuta porção de terra é o mesmo que sonhar acordado.


Não é desejável que com tanta riqueza adormecida a pobreza continue a grassar entre muito acima da metade da população moçambicana, desde o meio rural até ao meio urbano.
Não ignoramos a conjuntura externa e interna pouco favorável, mas é de crise em crise que as sociedades se edificam e se modernizam, sendo qua para isso se impõe maior rigor na gestão de políticas governativas, onde a ética deve ser o refrão da governação e de todas as acções dos governantes.


Nas expectativas dos moçambicanos já se faz muito tarde a conclusão do processo de desarmamento, desmobilização e reintegração das forças residuais da Renamo. Os moçambicanos anseiam por uma paz efectiva e definitiva.


Os moçambicanos não mais querem ouvir falar dos misteriosos ataques armados de Cabo Delgado, ainda sem rosto, nem de outra origem. Os moçambicanos anseiam por uma paz total, para seguirem a sua agenda nobre, cujo porto de destino se chama prosperidade, porque conforme dissemos, os factores são mais que abundantes.
Por ser partido/governo, a Frelimo tem a obrigação de não frustrar as expectativas que renascem com a terceira sessão ordinária do Comité Central. Corresponder às expectativas dos moçambicanos, é corresponder aos anseios de Eduardo Mondlane, que morreu sonhando com um Moçambique próspero e de paz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *