A opinião é o Presidente do Conselho de Administração do Moza, João Figueiredo.

Há desafios a superar, para viabilizar a vontade política para a bancarização dos distritos do país, uma ambiciosa iniciativa patrocinada pelo Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, no quadro da política do Governo.

Para João Figueiredo, a iniciativa ser complementada com uma revisão da Legislação e Regulamentação em vigor, para que o processo de bancarização nacional seja uma realidade, de facto, e não esbarre contra normativos concebidos em contextos diferentes. O economista cita contextos doutras geografias, cujo estágio económico e social é bastante diferente do nosso.

João Figueiredo observa que estes são os verdadeiros entraves ao processo da bancarização nacional, em particular o distrito.

“Refiro-me, em concreto, à necessidade premente e urgente, em se estudar a melhor forma de endereçar os grandes objectivos da Normas e politicas Internacionais, sem que a sua aplicação, à letra, constitua um verdadeiro óbice ao nosso processo de bancarização nacional”, sublinha o economista.  

Exemplifica com a necessidade de alinhamento da conduta da actividade bancária com os grandes objectivos das Normas Internacionais, no que concerne à Politicas de combate ao Branqueamento de Capitais.

“Contudo, sendo essa premissa fundamental, é, de igual forma, imprescindível e vital, que harmonizemos estes objectivos com a nossa realidade nacional”, disse João Figueiredo.

Figueiredo entendem que a falta de documentos de identificação e de declaração de rendimentos não podem continuar a constituir barreiras à inclusão financeira e um obstáculo ao processo de bancarização nacional.

“Estamos, por esta via, a marginalizar muitos dos nossos concidadãos que vivem fora das grandes urbes e que temos a obrigação de os trazer para o sistema financeiro nacional e proporcionar-lhes um normal acesso aos produtos e serviços da Banca em geral”, sublinha.

Trata-se de um apelo que João Figueiredo faz, no sentido de as autoridades cuidarem da almejada harmonização, para que os investimentos em curso nos distritos não se traduzam em desperdício, prejudicando o país.

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