Olhando para as circunstâncias em que Paulo Zucula se encontra privado de liberdade, na base de suposições e com recurso a uma lei revogada, caiu mesmo como uma homenagem ao Engenheiro Agrónomo.


Mesmo estando encarcerado na Cadeia Central da Machava e privado, por conseguinte, de testemunhar o acto, a Alcance Editores decidiu lançar o livro escrito pela vítima de uma justiça que de insuspeita tem muito pouco ou quase nada, usando este caso e outros tantos anónimos como instrumento de medição e avaliação.


Intitulado “O Ministro e o Mukulhwani”, o primeiro livro de Butsu Makhanda (Paulo Zucula), acaba de ser lançado, na cidade de Maputo.
Na sua obra “O Ministro e o Mukhulhwani”, escrito em forma de contos, Butsu Makhanda partilha, de forma inacabada, a sua existência, enquanto viagem.


O livro tem a chancela da Alcance Editores e já está disponível nas livrarias em Moçambique e Portugal.


Coube ao filho de Paulo Zucula, ou Butsu Makhanda, representar o pai, no acto do lançamento do livro, em virtude de Zucula estar privado de liberdade, por suposições e alegações de corrupção, com muita vigarice à mistura.


Paulo Zucula esclarece na obra, que Butsu Makhana não é nenhum pseudónimo. É um nome verdadeiro que a tradição da família, através dos espíritos o deu, após o nascimento e antes do registo oficial, que o atribuiu o nome de Paulo Zucula. Butsu Makhanda é um nome que Paulo Zucula herda do seu avô, como forma de prolongar a sua existência (do avô), como se o autor fosse sua encarnação. Butsu Makhanda esclarece ainda que em troca de prolongar a existência do avô, sendo que a crença reza que o velhote dá ao neto (Paulo Zucula) a protecção contra o mal!


O prefaciador da obra, Luís Souto, escreve que com profundo domínio da história da região (Magude/Chokwé), Butsu Makhanda narra no livro, as suas origens, remontando-se aos tempos de Soshangane, e argumenta as razões pelas quais “homem ignorante fica sempre escravo”, com recurso a provérbios tipicamente africanistas, que perfumam toda a obra.


Paulo Zucula não se coíbe ainda de desmistificar as origens e desenvolvimento do capitalismo em terras moçambicanas, em jeito de Socrático com procedimentos de maiêutica.


Por outro lado, explica os termos e procedimentos da conquista e manutenção da liderança entre os pastores de “Livaleni” (zonas de pastorícia) e confronta-os com os métodos chamados democráticos, quando na juventude procura compreender os fenómenos históricos e culturais relacionados com o Socialismo e o capitalismo, e com algum sarcasmo ilustra os paradoxos de ser e estar na governação de Moçambique.

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