Acreditando em algumas pesquisas jornalísticas recentemente publicadas, que terão tido acesso ao processo-crime contra Paulo Zucula, vai ficando cada vez mais evidente e claro, que este cidadão pode estar a ser vítima de vigarices, com objectivos obscuros, que se procura atingir com recursos que nem sequer olham a meios, prenhes de muitas incongruências.


As declarações que serviram de base para a acusação e detenção de Paulo Zucula, que constam do processo, entram em contradição aguda com o Ministério Público, no que diz respeito aos contornos que nortearam a construção do Aeroporto de Nacala, por exemplo.


O Ministério Público acusa Paulo Zucula com base em transferências bancárias que ele e sua esposa terão recebido, resultando da restituição de fundos que Zucula aportara de projectos que, desde 2007, o casal se tinha proposto a desenvolver. Mas, para o Ministério Público, não é esta a origem das transferências e vai vendo fantasmas que terá de documentar para provar.


Trata-se de um projecto imobiliário na Costa do Sol e um outro de plantação e exploração de coco e de construção de uma fábrica de óleo de coco.


Entretanto, Paulo Zucula viria a sair destes projectos depois que foi nomeado ministro, sendo que as transferências recebidas são precisamente de restituição de fundos pela sua saída. Existe inclusivamente documentação competente que confirma tudo isto.


Posto tudo isto, o Ministério Público terá de provar que não está envolvido em vigarices nem em incongruências, para atingir o ego de Paulo Zucula, conforme tudo leva a crer.


Aliás, este Ministério Público não se dignou, sequer, a colocar nos autos, qualquer documento comprovativo das acusações que faz contra Paulo Zucula. (Continua)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *