Este tipo de operações, que acontecem no mercado, são operações que devem mergulhar as suas raízes naquilo que é a história das instituições”, Doutor João Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração do Moza, em entrevista sobre a fusão do Moza Banco e o Banco Terra.

Em mensagem aos clientes, João Figueiredo começa por recordar, em jeito de contextualização, que o Moza banco fez, em 2018, uma oferta pública para a aquisição de 100% do capital do Banco Terra (BTM), transacção concretizada ainda no final do ano transacto.

 Esta oferta foi concebida num quadro mais vasto de uma operação estruturada que viria a culminar com a adesão da Instituição Arise na estrutura accionista do Moza Banco, através de uma operação de aumento de capital desta Instituição Financeira.

 As operações de aumento de capital e inserção da Arise no capital do Moza Banco foram concluídas com sucesso. Aliado à aquisição da totalidade do capital do Banco Terra, os accionistas de ambas Instituições decidiram, em Assembleias Gerais dos dois Bancos, concretizar uma fusão entre estas duas Instituições, na modalidade de incorporação do BTM no Moza Banco. A fusão foi precedida da aprovação da Entidade Reguladora e de Supervisão, o Banco de Moçambique.

“É nossa convicção que esta página que hoje se vira na nossa história, constitui um passo determinante no sentido da construção e consolidação não só da nossa Instituição, como do próprio Sistema Financeiro, que se pretende mais robusto e verdadeiramente ao serviço da economia nacional, frisa o PCA do Moza.

Para João Figueiredo, “o novo Moza Banco, agora enriquecido pelo valor que herda do Banco Terra, é sem dúvida uma Instituição com um novo ADN, um Banco cuja actividade irá ser conduzida, inspirando-se na essência daquilo que são as verdadeiras necessidades dos nossos Clientes”. Destaca que o Moza é um Banco ambicioso, mas com uma ambição de melhor servir.  

Visão histórica

 “Se olharmos um pouco para a história do Moza Banco, nos últimos dois três anos sofreu uma profunda restruturação, com alterações na estrutura accionista, com uma profunda injecção de capitais dos novos accionistas e o banco regenerou-se, voltou a posicionar-se no mercado com uma forte proposta de valor no sentido de servir o mercado num ADN diferente, um ADN do banco relacional, mas é um banco que tinha uma vocação de banco de retalho com características de banco universal focado em todos os segmentos do mercado, mas havia de alguma forma, um ou outro segmento, onde eu diria que não tínhamos tantas competências, quanto aquelas que eram as desejadas para melhor servir ao mercado.

Por outro lado é preciso reconhecer que na nossa estrutura accionista faltava termos um parceiro que nos trouxesse algum sabor daquilo que é o mundo financeiro internacional, a Arise, esse novo parceiro que entrou no nosso capital no ano passado, 2018, é um parceiro constituído pelo Norfund, pelo Rabobank e pelo FMO. Esta instituição quando entra para o nosso capital trouxe uma capacitação diferente no que diz respeito àquilo que são as melhores práticas internacionais, daquilo que são os ventos do mundo internacional da banca e portanto, para nós é um valor que aporta a nossa operação Moza Banco muito importante.

Mas acontecia que alguns accionistas da própria Arise eram accionistas do outro banco aqui, que era o Banco Terra. O Banco Terra tinha uma vocação muito específica, uma vocação muito ligada ao negócio da agro-indústria com balcões espalhados em zonas rurais, onde mais ninguém chegava e portanto havia aqui algumas sinergias que nós podíamos capitalizar. Aconteceu com a Arise, entrou no capital do banco através do aumento de capital, não fazia sentido os accionistas da Arise terem, de um lado um investimento que era o Moza Banco e de outro lado o Banco Terra a competirem, ainda que em franjas de mercados algo diferenciadas.

O que entendemos é que juntos poderiamos constituir uma instituição mais forte, mais consolidada com maior capacidade de servir com mais competências por forma a podermos servir melhor este mercado. Repare que só o Moza Banco tem 55 balcões neste momento, o Banco Terra tinha 10 balcões, e neste momento o Banco Terra e Moza Banco passaram a ter 65 balcões. Vamos abrir mais três novos balcões – Vilankulos, Manica e vamos abrir também o Balcão de Namialo, muito em breve.

Estamos a trabalhar no programa de um distrito uma agência bancária onde assinamos um protocolo com cerca de 21 novos balcões que vamos abrir nos próximos oito (8) meses, isso significa que o Moza Banco que já é a terceira maior rede de bancos no mercado, muito em breve terá cerca de 100 balcões, com uma capacidade de competência muito forte, proveniente desta integração do BTM no Moza Banco, portanto fazia todo sentido, de ponto de vista de sinergias, a consolidação das duas instituições e aqui estamos para servir o nosso mercado”. (continua)

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