A visita do Papa Francisco deu oportunidade para os moçambicanos reiterarem que de hospitalidade não há outro igual, independentemente de tudo que insiste e ser-nos hostil, contra a nossa bondade e boa vontade.


E Papa Francisco nunca podia ter ficado indiferente: “Quero dizer obrigado, a todas as pessoas e entidades que colaboraram”.

O líder mundial da Igreja Católica expressou uma gratidão especial por aquilo que chama de “fraterna hospitalidade. Em nome dos meus Bispos e de todo o Povo de Deus, agradeço o trabalho sacrificado e silencioso. Por favor, não se esqueçais de rezar por mim, obrigado!”.

Justifica-se, pois, que enquanto a visita papal durou, Moçambique e os moçambicanos tenham estado nos holofotes do mundo, pela positiva, conforme testemunhou a Media internacional.

A nossa distinção sabe ainda a melhor, tomando em linha de conta que somos um país que, contra a nossa boa vontade, continuamos a ser martirizados por muitas discussões negativas.

O lema da visita do Papa Francisco a Moçambique foi “Esperança, Paz e Reconciliação”. É um lema que capta, de forme sublime, as necessidades da sociedade moçambicana.

O Papa desafiou os jovens para se envolverem, de forma activa, na vida nacional, deixando o desfalecimento, a ansiedade.
Já no encontro com o Governo, Corpo Diplomático, parte da Sociedade Civil, e na Santa Missa que marcou a etapa final da visita, a mensagem do Papa foi uniforme, dando a impressão de que antes de cá estar, leu muito sobre nós, obviamente.

De forma veemente, o Papa Francisco elegeu a inclusão como refrão das suas aparições públicas, ao mesmo tempo que lamenta o que chamou de “contradição natural”, o facto de Moçambique ser um país abençoado com enormes recursos, mas com grande parte da população do país a continuar a viver na pobreza absoluta.

A mensagem de reconciliação e compaixão deixada por Papa, é de importância extraordinária, especialmente numa altura em que Moçambique procura os caminhos conducentes a uma paz duradoira.
Para além da importância de captar a mensagem do Papa, mais importante ainda é sabermos capitaliza-la.

Já se disse, de forma reiterada, e o Papa também o disse, que a violência não é apenas a armada. Igualmente é violência, quando alguns moçambicanos vêem que não têm absolutamente nada, mas ao mesmo tempo existem aqueles que têm tudo e mais alguma coisa.

A violência está ainda na forma como nos comunicamos, falamos, as palavras que usamos em relação a pessoas de quem descordamos dos seus pontos de vista.
A mensagem do Papa deve ajudar-nos a apazigar os nossos espíritos, e levar-nos a ter uma acção, que de facto contribua, de forma séria, para a edificação da Paz, Reconciliação e sossego social, elementos que dão esperança aos moçambicanos.

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