“Para os nossos clientes, de um modo geral, vem neste momento uma penélope de serviços e produtos alargados daquilo que o Banco Moza tinha, e vem não só esta penélope alargada imediatamente, vem uma rede de distribuição mais alargada, os clientes do Banco Terra que tinham acesso a 10 balcões, passam a ter acesso a 65 balcões, e o número de ATM que existem, o número de POS que existem nos dois bancos, passa a fazer parte de uma família maior”, João Figueiredo, Presidente do Conselho de Administração do Moza.


Por seu lado, segundo Figueiredo, os clientes do Moza Banco, envolvidos na área de agronegócios, são clientes que já podem beneficiar de instrumentos e alguns produtos que antes o Moza não podia oferecer ao mercado. Trata-se de uma tecnologia que a instituição resultante da fusão herda do Banco Terra, num claro negócio “Win Win situation”, sendo que em último lugar o beneficiário é, obviamente, o nosso cliente.
Pergunta (P): Com esta fusão, os clientes terão alguma facilidade de acesso aos balcões ou através das ATM, o que vai acontecer, basicamente, na vida dos clientes dos dois bancos?


Resposta (JF): “Seguramente que terão mais vantagens por aquilo que eu considerei já na maior infra-estrutura disponível para todos os clientes, quer os do Moza Banco quer os do Banco Terra, vão ter acesso a uma infra-estrutura e a postos de venda em número maior, mas também, porque o Moza é um Banco que aposta na qualidade, também vão ter seguramente, acesso a produtos e serviços com melhor e mais qualidade.

Devo dizer, por outro lado, que a vida começa hoje para nós, nós não estamos a chegar a um fim por si mesmo. Fusão é um princípio de uma nova vida e temos um programa para investimentos para nos próximos dois, três anos, avançarmos com o mundo da digitalização, vamos ter muitas novidades nos próximos dois, três anos e já estamos a trabalhar com as nossas equipas técnicas no sentido de ganharmos as verdadeiras competências tecnológicas e capacidades para servir melhor ao cliente, em vários sítios do país”.
P: Olhando para a economia nacional, algum impacto directo para o sector económico?
JF: “O sector económico beneficia sempre, o sistema financeiro em si quando está na economia está para servir esta mesma economia. Muitas vezes eu fico algo preocupado quando as pessoas não percebem que o sistema financeiro é um dos principais pilares da nossa economia. Nós sem um sistema financeiro robusto, verdadeiramente forte e consolidado, nunca teremos uma economia sã, uma economia pujante.


A economia carece de ter um pilar fundamental, um sistema financeiro verdadeiramente num bom estado de saúde, e portanto, nós também, com este passo que damos, damos um passo no sistema, no sentido da consolidação do próprio sistema financeiro.


Nós tínhamos 18 bancos comerciais a operarem na praça, julgo que de alguma forma poderia dizer, algo exagerado que resulta da nossa própria história, mas com algumas medidas que o próprio regulador implementou no ano passado, nós vimos os níveis de exigência de capital serem aumentadas, vimos o nível de cumprimento de rácios serem mais exigentes, tudo isto vai fazer com que nos próximos tempos este movimento de consolidação que nós assistimos entre o Moza Banco e o Banco Terra possa acontecer em outras instituições e isso vai trazer maior benefício para a economia nacional, com instituições mais fortes, mais sólidas e com maior capacidade de competitividade. Quando há maior movimento de competitividade a economia sai sempre beneficiada”.
P: Faz parte da perspectiva do banco colocar à disposição dos clientes cerca de 100 balcões, algum prazo, o que se pode dizer agora aos clientes do Moza Banco?
JF: “Nós temos uma unidade dentro do banco que criamos que é uma espécie de laboratório de criação de novos negócios, novas parcerias, uma visão para o futuro. Estamos neste momento a trabalhar com as universidades nesse sentido e portanto, tudo isto leva o seu tempo, nós estamos a trabalhar no sentido de ganhar essas competências no sentido de programarmos a nossa vida para frente, mas não temos qualquer tipo de dúvidas, é uma matéria que não sendo exequível de imediato, está sendo trabalhada no nosso laboratório”.

  • “Gostaria de dizer que o Moza Banco saiu de um processo algo complicado, mas que o Moza Banco hoje é uma instituição muito forte, muito consolidada, uma instituição determinada acima de tudo. Uma instituição que veio para ficar, um verdadeiro banco nacional cuja maioria de capital social é de instituições nacionais, um banco que nasce como uma instituição nacional, vive como uma instituição nacional e vive para o país e portanto este é um banco no qual os clientes podem confiar. A nossa intenção é crescermos juntos com os nossos clientes”.

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